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Paula Pequeno começou sua trajetória no vôlei na infância, por influência da mãe e do irmão. Desde então, tornou-se uma jogadora talentosa, carismática, guerreira e vitoriosa. Mesmo após ver seu primeiro sonho olímpico desmoronar por causa de uma lesão que a tirou de Atenas, se superou e conquistou o ouro e o prêmio de MVP em Pequim-2008 e o bicampeonato em Londres-2012.

DNA ESPORTIVO


A trajetória de Paula em uma família apaixonada pelo vôlei


Diferente do que alguns podem imaginar, a vida de Paula Pequeno no vôlei começou como torcedora. Aos 12 anos, ela assistia a uma partida de seu irmão Cláudio e, lá mesmo da arquibancada, sua presença no ginásio não passou despercebida pelo técnico Jorge Gabiru, que, impressionado com sua altura, a convidou para uma seletiva da ASBAC – Associação dos Servidores do Banco Central, em Brasília, dando início à sua trajetória de sucesso.

O contato de Paula com o esporte, porém, já havia acontecido algum tempo antes, ainda dentro de casa. O vôlei sempre esteve enraizado em sua família, começando por sua mãe Gercione Leite Marques, a Gê, atacante do time de vôlei do Ministério da Educação – CAPES/MEC, que sempre levava os filhos para os jogos de final de semana.

Em meados da década de 80, o vôlei brasileiro vivia um momento de solidificação com estrelas como Jacqueline e Vera Mossa. Nesta época, Paula tinha apenas três anos, mas já demonstrava curiosidade no esporte ao esticar os bracinhos pronunciando “chechete, mamãe”, tentando se referir à manchete, técnica de recepção utilizada no esporte.  Além de se espelhar na mãe e no irmão para seguir na carreira, Paula teve o incentivo e apoio do tio Max, irmão de Gê. O tio, outro aficionado por esportes, foi fundamental para a consolidação de sua carreira, já que a levava para os treinos e acompanhava todos seus jogos desde o início.

DO PLANALTO PARA O MUNDO


Os primeiros clubes e a estreia da jovem na Seleção Brasileira


Em 1994, aos 12 anos, começou a atuar pela “ASBAC – Associação dos Servidores do Banco Central”, e aos 13 já estava na seleção brasiliense de vôlei. Em 1996, ainda em Brasília, recebeu convite para testes nas equipes Nestlé, E.C.Pinheiros e BCN, em São Paulo. A mudança para São Paulo aconteceu no ano seguinte, quando entrou para o BCN. No mesmo ano, mudou para a equipe Nestlé, atuando ao lado da jogadora Leila. Em 1998, aos 16 anos, Paula foi para o Dayvite, onde conheceu o técnico José Roberto Guimarães e dividiu as quadras com Ana Moser, de quem já era fã incondicional. No ano seguinte, Paula retornou para o BCN, que, mais tarde, passaria a se chamar FINASA/Osasco, que deu origem anos mais tarde ao Sollys/Osasco, equipe que ficaria na história de Paula para sempre.

Aos quinze anos, a atleta treinou por seis meses com a seleção brasileira juvenil, mas a estreia com a “amarelinha” ocorreu aos 17 anos. Aos 18, recebeu sua primeira medalha como vice-campeã mundial. Em 2001, aos 19 anos, sagrou-se campeã mundial na categoria sub-20, e no ano seguinte começava a figurar na seleção principal.

SONHO OLÍMPICO INTERROMPIDO


A lesão que adiou em quatro anos os planos da atleta


Com uma carreira meteórica e apontada como a grande esperança do Brasil nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, Paula se preparava para estrear na mais importante competição do planeta quando uma grave lesão no joelho esquerdo a privou do sonho olímpico daquela vez.

Para Paula, pior do que ficar fora da competição foi assistir pela TV à derrota do Brasil nas semifinais para a Rússia, no inesquecível jogo em que o time esteve a um ponto de fechar a partida, mas foi superado pela frieza e disciplina das russas, que viraram o jogo de maneira dolorida para as brasileiras.

O sentimento de impotência por estar distante de suas companheiras foi muito doloroso, e a cabeça de Paula se focou na recuperação e na sua reintegração à seleção, que ocorreu em 2005, início do ciclo olímpico de Pequim.

OURO E MVP DAS OLIMPÍADAS


Superação e volta por cima em grande estilo em Pequim


A volta por cima de Paula após a lesão começou com os títulos do Grand Prix com a seleção em 2005 e 2008, mas não parou por aí. O ciclo olímpico de Pequim chegava a seu final com a expectativa dos jogos no país asiático em 2008, quando as brasileiras entraram como favoritas, mas ainda traumatizadas com a derrota na final de quatro anos antes, ainda sem Paula.

Com uma campanha quase perfeita, porém, o time liderado por José Roberto Guimarães não deu chance para as adversárias, perdeu apenas um set na competição e chegou à tão sonhada medalha olímpica na China. O grande destaque daquele time foi justamente Paula Pequeno, eleita a MVP dos Jogos Olímpicos naquele inesquecível ano na carreira da ponteira, que ainda marcou presença entre as dez melhores atletas da competição em três fundamentos: ataque, bloqueio e defesa.

O BICAMPEONATO OLÍMPICO


O espírito de grupo que levou ao segundo ouro, em Londres


Depois de ganhar a medalha de ouro e ser MVP nos jogos olímpicos de Pequim-2008, Paula chegou a Londres como uma das líderes e mais experientes da equipe comandada por José Roberto Guimarães.

Após a conquista do Bi Olímpico em Londres, a atleta consagrou ainda mais a sua passagem de muitos anos pela seleção.

“…Foi uma Olimpíada marcada por momentos muito difíceis mas que com a colaboração e entrega total de todas nós, conseguimos mais uma vez confirmar a nossa competência trazendo para o Brasil a segunda medalha de ouro consecutiva em Jogos Olímpicos e marcar o nome deste grupo na história do esporte brasileiro para sempre”

Dona de uma liderança nata, Paula se sente muito orgulhosa por todos os anos dedicados ao nosso País e será lembrada para sempre como uma grande guerreira, munida de coragem, entusiasmo e paixão pelo seu esporte.

SUCESSO NOS CLUBES


Títulos e prêmios importantes também pelos clubes em que passou


A trajetória de Paula Pequeno também é vitoriosa nos clubes pelos quais passou durante sua carreira. A ponteira fez história no Osasco, equipe que passou onze anos de sua carreira e conquistou o tricampeonato da Superliga e o octacampeonato Paulista. Além do ASBAC, Nestlé, Dayvit, Osasco e Vôlei Futuro, Paula também jogou fora do país em duas oportunidades: no Zarechie Odintsovo, da Rússia, de 2009 a 2010, onde foi campeã russa, e no Fenerbahçe, da Turquia, de 2012 a 2013, ano em que fez sua “volta para casa” para defender a equipe do Brasília Vôlei na Superliga.